O poder da liderança feminina: transformando organizações e impulsionando resultados

  • 19/02/2025
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A liderança feminina deixou de ser uma pauta de RH baseada apenas em equidade para se tornar uma estratégia inteligente e essencial para o crescimento sustentável das organizações.

Estudos indicam que empresas com maior diversidade de gênero no topo da hierarquia são mais inovadoras, colaborativas e, consequentemente, mais lucrativas. Neste artigo, veremos como o poder da liderança feminina impulsiona resultados nas organizações:

O diferencial da liderança feminina

A abordagem feminina na liderança costuma se destacar pela combinação de características essenciais no cenário corporativo contemporâneo:

Empatia e inteligência emocional

Mulheres tendem a possuir maior facilidade em se colocar no lugar do outro, compreendendo necessidades da equipe e melhorando o clima organizacional.

Colaboração e consenso

A liderança feminina promove ambientes mais inclusivos e participativos, buscando soluções consensuais em vez de hierarquias rígidas.

Gestão de crises e resiliência

A adaptabilidade e a resiliência são traços marcantes, especialmente pela necessidade de superar barreiras estruturais, tornando mulheres líderes eficazes em cenários de mudança.

Impacto nos resultados financeiros. A presença de mulheres em cargos de C-level (diretoria e conselhos) gera impactos financeiros tangíveis.

Pesquisas da McKinsey & Company apontam que companhias com pelo menos uma mulher no time de executivos têm maior lucratividade e, em alguns cenários, podem superar concorrentes em até 25% em termos de rentabilidade. Em 2025, o número de mulheres CFOs (diretoras financeiras) no Brasil cresceu, indicando uma maior confiança feminina na gestão financeira.

Desafios estruturais e a busca pela equidade

Apesar dos avanços, a equidade está longe de ser alcançada. Mulheres ainda ocupam uma porcentagem reduzida em cargos de C-level, com estudos sugerindo que, no Brasil, apenas 19% dos cargos de diretoria são ocupados por mulheres. Os principais desafios incluem:

  • Vieses inconscientes: preconceitos culturais que dificultam a ascensão feminina.
  • Dupla jornada: o desafio de equilibrar a vida profissional com responsabilidades familiares.
  • Cultura corporativa masculinizada: a necessidade de "masculinizar" o comportamento para se adequar ao ambiente de comando. O poder da liderança feminina não reside na substituição de um modelo por outro, mas na complementaridade e na diversidade. Organizações que promovem o protagonismo feminino não só impulsionam resultados financeiros, como também criam ambientes mais humanos, éticos e inovadores.

Nancy Assad
Jornalista, Especialista em Comunicação, Comportamento e Marketing
Diretora do SIMPI/ASSIMPI Mulher

 

Bibliografia/referências

  • Amcham Brasil. (2024). Liderança feminina: importância e perspectivas no Brasil.
  • ConnectAmericas. (2024). 6 características que definem a liderança feminina
  • CNDL - Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas. (2025). Liderança feminina transforma cultura corporativa e impulsiona inovação.
  • Gupy. (2025). Liderança Feminina: Desafios, Poder e Oportunidades.
  • McKinsey & Company. (2025). Estudos sobre diversidade e rentabilidade na América Latina.
  • Pluxee Brasil. (2024). Liderança feminina no trabalho: o que é e como surgiu.
  • Revista ANEFAC. (2024). O futuro do mercado com lideranças femininas.
  • Solidariedade Mulher. (2025). Liderança feminina: 5 exemplos de mulheres e o que podemos aprender.
  • Valor Econômico. (2025). Prêmio Mulheres na Liderança 2025.
  • Zenklub. (2024). Liderança feminina: o que é e qual a sua importância.